sexta-feira, 9 de agosto de 2013

VISUALIZANDO OS CUSTOS INVISÍVEIS

AS PRINCIPAIS FONTES DE INFORMAÇÃO

A facilidade na obtenção de informações para análise dos custos de uma organização dependerá basicamente do nível de informatização dos seus processos. Assim existem empresas que operam sistemas modernos com informações prontas e também empresas nas quais as decisões são tomadas baseadas em “feeling” do dono ou de quem comanda.
Em ambas as situações cabe a metodologia de racionalização e redução dos custos ,visto que a disponibilidade da informação ,nem sempre significa que ela está sendo utilizada de forma correta.
Para facilitar a exposição ,classificaremos as empresas conforme a qualidade das informações da seguinte forma:

EMPRESAS PLENAMENTE INFORMATIZADAS

Inclui-se aqui todas as empresas que possuem sistemas informatizados integrados .
Nestas empresas as informações fluem de forma rotineira ,porém nem  sempre com um bom nível de precisão. Estes sistemas geralmente possuem como informações de entrada para cálculo dos custos:
-PREÇOS DAS MERCADORIAS COMPRADAS :gerada a partir da digitação das  notas fiscais de entrada
-RECUPERAÇÃO DE IMPOSTOS: calculada a partir de dados parametrizados no sistema.
-CONSUMO DE MATÉRIA PRIMA : apropriado de forma automática a partir do apontamento de produção ou manualmente pela digitação das saídas do estoque.
-CONSUMO DE MATERIAL DE CONSUMO : apropriado de forma automática a partir do apontamento de produção ou manualmente pela digitação das saídas do estoque.
-TEMPO DE PRODUÇÃO :gerada a partir da digitação das informações das ordens de produção (apontamento da produção).
-VALOR DAS HORAS DE PRODUÇÃO: calculada a partir das informações cadastradas no módulo de recursos humanos.
-CONTROLE DOS ESTOQUES :gerada a partir das entradas de mercadoria (digitação das notas fiscais de entrada) e das entradas de produção que podem ser automáticas (a partir dos apontamentos de produção ou manuais).
-ROTEIROS DE PRODUÇÃO : tomados a partir dos processos padrões definidos para cada produto.
-PREÇOS DE VENDA : informação alimentada a partir da tabela de preços cadastrada no módulo de vendas.
-CUSTOS IMPRODUTIVOS : extraídos dos módulos de despesas e RH
-RATEIO DOS CUSTOS IMPRODUTIVOS: calculado a partir de uma tabela de rateio previamente cadastrada.



O processamento destas informações através do módulo de custo permite obter  como informação de saída o CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS.
Pode-se obter relatórios por Ordem de produção ou sintetizados por produto, família de produto ou gerais.

EMPRESAS PARCIALMENTE INFORMATIZADAS

Inclui-se aqui aquelas empresas que embora possuam um certo nível de informatização ,opera com módulos isolados ,ou as vezes com dispositivos improvisados (tipo planilhas ) ,sem amarração entre as informações dos vários módulos. Por exemplo as informações da folha de pagamento não são associadas ao Módulo de Compras ou o Módulo de Compras não está interligado ao módulo financeiro ,operando-se as informações de forma unilateral por cada departamento.
Nestes casos embora as informações existam ,o nível de precisão dependerá muito do nível do pessoal que opera e a reunião destas informações quase sempre se constitui numa árdua tarefa.

EMPRESAS SEM NENHUMA INFORMATIZAÇÃO

Inclui-se aqui as empresas administradas a moda antiga com base no “feeling” do dono ou administrador. Embora possam possuir algum tipo de controle estes geralmente  prendem-se a questões básicas sem um aprofundamento no que tange ao resultado do empreendimento.
O dia a dia destas empresas é movido basicamente pelo resultado momentâneo ,sem uma visão de passado e sem um planejamento futuro.
Muitas vezes estas empresas obtém bons resultados porém isto prende-se a desempenhos pessoais de determinadas pessoas sem uma distribuição de responsabilidades.
O que ocorre normalmente é que qualquer ausência breve destas pessoas impactam diretamente nos resultados.

COMO VISUALIZAR OS CUSTOS INVISÍVEIS

Seja qual for o nível de informatização das organizações, o nível de análise dos custos quase sempre é deficiente.
No caso das organizações plenamente informatizadas ,pequenos erros no cadastro das informações podem conduzir à análises totalmente distorcidas.Por outro lado diferenças entre dados padrões e reais em casos em que se toma dados padrões também conduzem à diferenças significativas.
Em vista disto consideramos que a primeira medida para iniciar o processo é a obtenção de informações confiáveis ,de preferencia partindo-se de duas fontes de forma que uma sirva para aferir a outra.
A discrepância das informações pode conduzir ao surgimento de “custos invisíveis”,  ou seja custos que não aparecem em nenhum relatório mas que de fato existem. Listamos a seguir alguns dos custos invisíveis:

a)    Operações não cadastradas no roteiro padrão que são realizadas para correção de imperfeições do processo;
b)    Mão de Obra deslocada de um centro de custo para outro em razão de sobrecarga ou ociosidade;
c)    Operações de transporte não convencionais que ocorrem por interferências no processo;
d)    Consumo de materiais em centro de custo diferente daquele para o qual foi requisitado;
e)    Discrepância nos critérios de rateio de determinados custos.

Assim sendo consideramos que análise detalhada dos custos ,produto a produto ou família a família ,pode conduzir a conclusões equivocadas pela não inclusão dos chamados custos invisíveis. Em vista disso consideramos que independentemente do nível de informatização da empresa, a análise seja feita a partir das contas a pagar , visto que tudo que se paga é custo.

RELATAMOS A SEGUIR UM ROTEIRO BÁSICO PARA LEVANTAMENTO DOS CUSTOS A PARTIR DAS CONTAS A PAGAR

1-FAÇA UM LEVANTAMENTO DE TODAS AS CONTAS PAGAS AO LONGO DE UM PERÍODO – (DE 3 A 6 MESES)

2-ESTABELEÇA UM CRITÉRIO PARA AGRUPAMENTO DE FORMA A INCLUIR TODAS AS CONTAS PAGAS, MESMO QUE ESTAS NÃO TENHAM NADA A VER COM O PROCESSO EMPREARIAL (por exemplo despesas pessoais dos sócios ou de suas famílias pagas como sendo da empresa).

3-INCLUA CADA UMA DAS CONTAS EM UM DOS GRANDES GRUPOS. OS GRUPOS A SEGUIR LISTADOS CONSTITUEM UMA MERA SUGESTÃO QUE PODERÁ SER APRIMORADA DE ACORDO COM A CONVENIENCIA DE CADA EMPRESA.

-          MATÉRIAS PRIMAS
-          MATERIAIS DE CONSUMO
-          MÀO DE OBRA PRODUTIVA DIRETA
-          MÀO DE OBRA PRODUTIVA INDIRETA
-          MÀO DE OBRA ADMINISTRATIVA
-          DESPESAS DE PRODUÇÃO
-          DESPESAS DE ADMINISTRAÇÃO
-          DESPESAS DE VENDAS
-          DESPESAS TRIBUTÁRIAS

4 –TENTE AFERIR OS NÚMEROS LEVANTADOS A PARTIR DAS CONTAS A PAGAR COM OS NÚMEROS DO SEU SISTEMA DE CUSTO (CASO EXISTA)

5-A DIFERENÇA ENTRE AS CONTAS A PAGAR E OS CUSTOS DO SEU SISTEMA É O QUE CHAMAMOS DE CUSTOS INVISÍVEIS

terça-feira, 23 de julho de 2013

CALCULANDO O PONTO DE EQUILÍBRIO


    CURVA TÍPICA DE RESULTADOS


Toda e qualquer organização que vise obter lucro tem a sua rentabilidade regida pela curva de resultados mostrada a seguir:
A curva típica de resultados permite determinar qual o volume de produção necessário para que a empresa possa passar da condição de perda para ganho ou seja o nível de produção que equilibra as contas .
Conforme demonstrado no gráfico acima , os gastos fixos não variam em função da produção .Assim sendo eles permanecem como uma reta paralela ao eixo das abscissas . Já os gastos variáveis sobem proporcionalmente ao crescimento das vendas. Desta forma os gastos totais (variáveis + fixos) subirão proporcionalmente ao volume de produção .
Supondo-se que toda a produção seja vendida ,ou seja que não haja variação nos estoques de produtos manufaturados o ponto de equilíbrio será atingido quando o Faturamento (vendas em moeda) ,se igualar a soma dos gastos fixos com os variáveis.
Considerando-se que o faturamento se constituirá da multiplicação da produção pelo preço de venda pode-se afirmar que o ponto de equilíbrio será atingido quando :

                                           F = GF + GV
         
                               Onde:   F= Faturamento
                                         GF= Gastos fixos
                                         GV= Gastos variáveis
 Partindo-se da dedução do item anterior temos que  o ponto de equilíbrio será atingido quando o Faturamento (valor monetário das vendas) se igualar ao Custo Total (Fixo + Variável) ou seja :
                      
                                F =  CF + CV

                      Onde : F = Faturamento
                               CF = Custo fixo total
                               CV = Custo variável total

Por outro lado podemos afirmar que :

a) O Faturamento é o resultado da multiplicação da produção (vendida) pelo preço unitário de venda, ou seja :

                             F= P x pr
                       
                   Onde : F= Faturamento
                               P = volume de produção (vendida)
                               pr =preço unitário de venda

b) O Custo variável total é o resultado da multiplicação da produção (vendida) pelo custo unitário variável de produção ,ou seja :

                            CV = P x cv
                      Onde :CV= custo variável total
                                 P  = volume de produção vendida
                                cv  = custo unitário variável

Então temos que o Ponto de Equilíbrio será atingido quando :

                            P x pr = CF + ( P x cv)

                            P x pr – Px cv = CF
                           
                            P ( pr – cv) = CF
                            
P= CF/ (pr-cv) 

Onde:     P     =  Produção em que se atinge o ponto de equilíbrio

               CF    =  Custo  Fixo Total
              pr     =  preço de venda
              cv     =   custo variável

Portanto a produção necessária para que se atinja o ponto de equilíbrio será a divisão do custo fixo total pelo preço unitário de venda menos o custo unitário variável ,ou seja a divisão do custo fixo total pelo lucro unitário .


sexta-feira, 12 de julho de 2013

SEPARANDO OS CUSTOS

Os recursos despendidos ao longo de um processo podem ser classificados de diferentes formas dependendo do enfoque que se pretenda dar.
Embora não seja fundamental para o objetivo a que nos propomos ,  a separação e classificação dos custos torna-se importante ,mesmo porque grande parte do que se propõe prende-se exatamente a mudanças que acabam por transladar determinados itens de custo de um grupo para outro.


 Distinguindo custos fixos de custos variáveis

A primeira distinção importante , prende-se a separar o que é custo fixo de custo variável.
Embora esta distinção possa dar-se de formas diversas em diferentes empresas , genericamente pode-se focar a questão da seguinte forma:

CUSTOS FIXOS : São os gastos que  independem do volume de produção ,ou seja mantém-se estáveis mesmo que o nível de atividade venha a variar.
Por exemplo : Numa fábrica de galões plásticos para água mineral o aluguel do galpão e os salários do vigia constituem  custos fixos

CUSTOS VARIÁVEIS : São os gastos que flutuam em função do volume de atividades ,ou seja ,cujos valores estão ligados a quantidade de produção realizada.
No exemplo anteriormente citado os gastos com matéria prima  e energia elétrica constituem custos variáveis.

A distinção dos custos em fixos ou variáveis, é importante em se tratando de estratégia empresarial  ,visto que o ponto de equilíbrio do empreendimento dependerá de como se distribuirão os custos segundo este critério , assunto que será abordado posteriormente.

Distinguindo custos diretos de custos indiretos

Outra distinção comum nos meios empresariais é classificar os custos em diretos ou indiretos. Também aqui ocorrem abordagens diferentes dependendo do segmento que se analisa, no entanto podemos  assim defini- los :

CUSTOS DIRETOS  : São os custos resultantes da atividade fim, ou seja os recursos despendidos para exercer a finalidade básica . No exemplo da fábrica de galões plásticos constituem custos diretos o salário do operador da máquina injetora, as matérias primas ,etc .

CUSTOS INDIRETOS: São os custos das atividades que dão suporte  à  atividade fim ou  seja os recursos  despendidos com as atividades meio .No mesmo exemplo são custos indiretos aqueles relacionados aos transportes e estocagem dos materiais  ,a conservação dos equipamentos, os salários do pessoal administrativo ,etc.


A separação dos custos por natureza

Pode-se definir como natureza de um custo o tipo de conta que se paga com o mesmo. As Naturezas de custo mais comumente utilizadas são:

MATÉRIA PRIMA : insere-se aqui os gastos com os materiais que serão efetivamente convertidos em produtos. Como exemplo disto podemos citar o minério de ferro numa siderúrgica , a areia numa fábrica de vidro ou a madeira numa fábrica de celulose.

MÃO DE OBRA:considera-se os gastos relacionados com o pessoal empregado, incluindo-se aqui os salários ou ordenados ,os encargos sociais obrigatórios por lei, os benefícios oferecidos, além de outros itens eventuais relacionados ao transporte hospedagem e alimentação do pessoal.

MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS :são os gastos com peças e acessórios das máquinas e equipamentos utilizados no processo de produção, trocados por desgastes ou avarias decorrentes das operações .

FERRAMENTAL: é o dinheiro gasto na confecção das ferramentas necessárias para se produzir. Por exemplo os moldes numa empresa injetora de plástico ,os cilindros numa laminação ou as fieiras numa trefilaria.

ENERGIA : são os recursos despendidos com a força motriz que impulsiona as máquinas como eletricidade ou combustíveis.


 
A CONSTITUIÇÃO DOS CUSTOS E A FORMAÇÃO DO PREÇO DOS PRODUTOS


quinta-feira, 4 de julho de 2013

DISTINGUINDO PREÇOS, GASTOS , CUSTOS e DESPESAS

Analisando-se sob o contexto lingüístico as palavras PREÇO ,GASTO E CUSTO podem ter significado idênticos  , no entanto para facilitar o entendimento , adotaremos as seguintes definições:

PREÇO : É  o valor comercial monetário unitário de um determinado bem . Este valor dependerá fundamentalmente da oferta e da procura ou seja ,se for abundante seu preço tenderá a ser baixo e se for raro seu preço provavelmente será alto .Dependerá ainda do interesse que os consumidores terão por ele. Assim num processo de grande interesse (alta procura) ,o preço tenderá a ser alto e quando o interesse for pequeno (baixa procura) o preço tenderá a ser baixo.Como exemplo disto poderíamos citar o maior preço dos bronzeadores no verão do que no inverno; ou da oscilação do preço dos produtos agrícolas de acordo com as épocas de safra e entressafras..

GASTO : É o valor monetário total despendido num processo de compra ou transformação. Dependerá da quantidade de bens comprados ou utilizados e do preço do bem .Ou seja:

                                  GASTO = QUANTIDADE X PREÇO

CUSTO : É o volume monetário de recursos utilizados para obtenção de um determinado bem. Dependerá dos gastos com materiais e serviços aplicados no processo de obtenção deste bem. Poderá ser expresso em valores absolutos (CUSTO TOTAL) ou específicos (CUSTO UNITÁRIO).

LUCRO : É o resultado financeiro obtido com o empreendimento ,ou seja a diferença entre o preço e o custo.


Separando custos de despesas

Denomina-se custos aos recursos despendidos com o processo produtivo e  despesas aos relacionados as atividades administrativas, comerciais, financeiras,  tributárias e técnicas.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS : inclui-se aqui os gastos direcionados a administração do empreendimento , ou seja : os gastos com o departamento de recursos humanos (recrutamento e seleção , treinamento , controle do pessoal ,segurança e medicina do trabalho etc.) ; departamento de suprimentos (compras,  almoxarifado, logística) ; departamento de Informática , etc.

DESPESAS COMERCIAIS : são os gastos relacionados a atividade de vender os produtos. Inclui-se aqui as despesas com propaganda e marketing ,as comissões pagas a vendedores ou representantes ,despesas de viagens comerciais etc.

DESPESAS FINANCEIRAS: além da mão de obra do departamento financeiro, inclui-se aqui os juros e despesas bancárias .

DESPESAS TRIBUTÁRIAS : é o dinheiro gasto com o pagamento dos impostos sejam eles municipais, estaduais ou federais.


DESPESAS TÉCNICAS : relacionadas a mão de obra, materiais ou equipamentos empregados nos processos de projeto, pesquisa e desenvolvimento

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A EVOLUÇÃO E TENDÊNCIA DOS MERCADOS

Nos tempos da minha infância , vivida nos anos sessenta pelo interior de São Paulo, o comércio de cada cidade tinha características muito peculiares .As lojas, os armazéns de secos e molhados, as farmácias, os açougues, as padarias, tudo era diferente de uma cidade para outra.
Os donos, as fachadas e o tipo de atendimento eram próprios de cada cultura.
Naquele tempo era muito diferente estar em Sorocaba ou em Piracicaba. Cada cidade constituía um bloco econômico isolado, independente.
No meu tempo de juventude vivida nos anos setenta já se sentia um forte efeito de padronização . Surgem grandes redes de supermercado que incorporam os açougues e as padarias e as lojas começam a  ter fachadas e nomes iguais em diferentes cidades.
No final dos anos oitenta ,apesar da  economia estagnada, surgem as redes internacionais no comércio brasileiro . Já se vê nas fachadas nomes vistos em outros países.                                                                                                             Mas foi nos anos noventa que a coisa mudou  por completo. Quebraram-se os feudos e a concorrência passou para o plano globalizado com o rompimento da barreira entre países . Os pequenos negócios foram sendo substituídos pelas grandes companhias que operando num plano mais amplo ,conseguem condições de competitividade muito melhores e acabam liquidando com os pequenos.
Estes grandes conglomerados que acabaram por monopolizar os negócios de todo o mundo, nada mais são que as empresas que souberam aplicar metodologias adequadas para a redução dos seus custos e ganharam a competitividade.
Mais do que ser uma reação a tempos difíceis ,os cortes de custo constituíram formas para as empresas fazerem melhores negócios.
Manter os custos sob controle deixou de ser  uma questão de opção ,e passou a ser uma questão de sobrevivência. Nenhum cliente  estava mais  disposto a pagar pela ineficiência do seu fornecedor.
O mesmo ocorreu nas indústrias e nas empresas de serviços. A competitividade num plano internacional passou a exigir melhores sistemas de gestão e controle e aprimoramento da qualidade, inclusive com certificação de normas internacionais. Surge na análise da qualidade das empresas fatores ligados ao meio ambiente e ao papel social , além dos fatores ligados a segurança do trabalho e nivel de vida pessoal do empregado.
A EVOLUÇÃO DOS PRODUTOS E DA CONCORRÊNCIA

No tempo atual e nos próximos anos o mercado consumidor tende a sofrer profundas mudanças e isto acabará refletindo no perfil das empresas que terão de adaptar-se.
As empresas tem de flexionarem-se mais para o seu papel social  e para a qualidade dos produtos e serviços. O envelhecimento da população exigirá produtos específicos para pessoas com mais de 60 anos. A ascensão social das camadas mais pobres da população aumentará a demanda por produtos populares. O consumo de produtos saudáveis também é uma tendência diante da melhor orientação alimentar das populações. A consciência ambiental fortalece os produtos de maior eficiência e ética. O consumo precoce traz a necessidade de produtos para as populações infantis. As vendas pela internet se tornam inevitáveis. A praticidade e especificidade dos produtos também serão cada vez mais exigidas.
Em função destas mudanças, a indústria brasileira vem perdendo a  competitividade no mercado interno e não tem conseguido ampliar o mercado externo.. Daqui para a frente, a vantagem competitiva será das empresas que souberem fornecer produtos de qualidade com preços que caibam no bolso do consumidor brasileiro.e tenham potencial de preço e qualidade para competir nos outros mercados. Para tanto a adoção de uma administração voltada principalmente aos custos de produção e qualidade torna-se fator primordial.



quinta-feira, 20 de junho de 2013

TRANSPORTE BOM E BARATO IMPULSIONARIA A PRODUTIVIDADE DO PAÍS

Analistas apontam que a melhoria da qualidade do transporte público, e tarifas menores, resultariam em aumento de produtividade e maiores ganhos para comércio e indústria
 
Para grande parcela da população, contudo, essa não é a realidade. Em todo o Brasil, 5,92 milhões de pessoas gastam de uma a duas horas para chegar no emprego. Apenas em São Paulo, são 1,6 milhão. “A perda de tempo no deslocamento até o trabalho é refletida também em perda de produtividade na economia”, ressaltou o professor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF), Leonardo Mesentier.

Os problemas de mobilidade urbana estão entre os entraves à produtividade, indicador que vem mostrando taxas de crescimento cada vez menores ano a ano desde o início da crise econômica internacional, de acordo com o especialista em mercado de trabalho do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Fernando Barbosa. “E, sem produtividade, a economia não cresce”, afirmou. “A partir de 2010, a produtividade do trabalho mostrou certa estagnação. Nesse mesmo período, cresceu a taxa de inflação no Brasil, associada a um baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto)”, destacou Barbosa, complementando que a produtividade é o motor que impulsiona a economia.

Além de perder tempo que poderia ser aplicado no trabalho, o empregado que gasta muitas horas com deslocamento tem mais dificuldade para estudar e se qualificar, disse Barbosa. “Entre minha casa e a universidade, onde curso pós-graduação, perco duas horas e meia no engarrafamento. Não fosse isso, gastaria meia hora. A solução é ficar mais tempo na faculdade e esperar o trânsito melhorar. Em compensação, perco tempo com os filhos”, contou a socióloga Caroline Bordolo.
No comércio, uma das soluções adotadas pelo Senac, responsável por treinamento do setor, tem sido promover cursos no próprio local de trabalho e, com isso evitar o deslocamento do trabalhador para estudar, segundo o economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Bruno Fernandes. “O empregado do comércio leva de três a quatro horas até o trabalho. Já chega cansado, com pouca disposição”, afirmou.

Leonardo Mesentier ressalta ainda outros prejuízos à economia decorrentes da má qualidade do transporte nas grandes cidades. As tarifas altas inibem a circulação e, com isso, “a população deixa de desfrutar o que a metrópole tem a oferecer. Deixa de consumir”. Ele destacou também que o custo do transporte mais elevado repercute na valorização dos imóveis próximos aos centros empresariais e comerciais. “Tarifas altas, aluguel caro”, disse.

Sérgio Besserman, economista da PUC-Rio, enumera ao menos quatro prejuízos por conta das dificuldades de mobilidade urbana – perda de produtividade, mais gastos com saúde decorrente do aumento da poluição, piora da qualificação dos trabalhadores e mais geração de gases de efeito estufa. “Não tenho dúvida de que o investimento em infraestrutura de transporte coletivo traria mais benefícios à economia do que o esforço fiscal que tem sido feito pelo governo para incentivar o setor automotivo e o aumento da frota de carros particulares”, afirmou Besserman.
Para ele, a construção de novas linhas de metrô nas grandes cidades e de corredores exclusivos para ônibus movimentaria mais a economia do que o aumento da compra de veículos gera de ganhos na cadeia produtiva.

A grande transformação logística, no entanto, ocorrerá quando a população optar, de fato, por trabalhar em casa, em vez de se deslocar até a empresa, diz Besserman. “A Internet ainda não produziu mudanças significativas no mercado de trabalho. Vamos assistir grandes mudanças, com uma mobilidade mais inteligente”, prevê o economista.
EXTRAÍDO DO PORTAL IG EM 20/06/2013 AS 11:00 HORAS

segunda-feira, 17 de junho de 2013

MELHORANDO A VANTAGEM COMPETITIVA

Sempre que alguém precisa satisfazer uma necessidade, busca alternativas para isto, iniciando assim  um processo de concorrência .
Várias organizações atuam num mesmo segmento ,portanto quase sempre ,temos várias opções para a satisfação de uma mesma necessidade.
Desta forma delineia-se um processo competitivo em que vários fatores influenciarão o processo decisório. O conjunto destes fatores constitui a chamada  vantagem competitiva da organização.
A  capacidade de venda da Organização dependerá da sua vantagem competitiva
Dentre outros, constituem fatores que determinam a capacidade de venda de uma organização ou seja a sua vantagem competitiva  :.                                          

-LOCALIZAÇÃO
-PREÇO
-PRAZO DE PAGAMENTO
-PRAZO DE ENTREGA
-QUALIDADE DO PRODUTO OU SERVIÇO
-QUALIDADE DO ATENDIMENTO
-EMBALAGEM DO PRODUTO

A importância de cada um destes fatores variam conforme o produto ou serviço, o ambiente,e a personalidade dos agentes decisórios , no entanto, vão constituir sempre o diferencial que conduz a escolha.
Considerando-se que o objetivo fundamental de qualquer organização comercial é obter lucro,,há necessidade de obter vantagem competitiva ,sem no entanto sacrificar o resultado financeiro do empreendimento.
Para que uma empresa sobreviva é necessário portanto que ela consiga ser rentável sem abrir mão da sua vantagem competitiva garantindo a ela a capacidade de vender os seus produtos.

A habilidade em dirigir o empreendimento será medida portanto na capacidade de obter vantagem competitiva e rentabilidade de forma a consolidar o empreendimento ,ou seja garantir a sua sobrevivência
O comum das pessoas é associarem a ideia de reduzir custos a um efeito maléfico na sociedade ,principalmente porque acreditam que isto reduz empregos, benefícios  e privilégios.
O CICLO ENTRE PESSOAS E EMPRESAS
Conforme demonstrado na figura acima , as empresas contratam pessoas que lhe vendem trabalho e em troca recebem salários . Com o dinheiro dos salários as pessoas compram bens que são vendidos pelas empresas .
Se as empresas conseguirem produzir com menor custo, poderão vender seus produtos por menor preço .Assim sendo ,as pessoas poderão comprar mais produtos e as empresas precisarão produzir mais . Para produzir mais as empresas contratarão mais funcionários aumentando a quantidade de pessoas que comprarão produtos realimentando o fluxo .
Portanto a redução de custo acaba por incrementar as vendas , gerar empregos e melhorar as condições de vida das populações
O EFEITO DA REDUÇÃO DE CUSTO NA ECONOMIA