terça-feira, 24 de setembro de 2013

REDUZINDO O CONSUMO DAS MATÉRIAS PRIMAS

O QUE É MATÉRIA PRIMA

O processo de fabricação consiste na transformação de um material  de menor nível de utilidade ,num produto de maior utilidade.Ao material no seu estado natural ,antes da transformação chamamos de matéria prima.Incluimos neste grupo todos os componentes que efetivamente se  incorporam ao produto..
Na tabela a seguir, podem ser vistos alguns exemplos de produtos com as respectivas matérias primas. Ao longo da cadeia produtiva, os produtos de uma empresa se transformam em matéria prima de outras.




















MELHORANDO O RENDIMENTO DAS MATÉRIAS PRIMAS

O QUE É RENDIMENTO

Todo processo produtivo possui perdas ao longo das operações. Estas perdas acabam por adicionar custos ao produto final . Estabeleceremos portanto um índice de medida do nível de perdas de matéria prima ao qual chamaremos de rendimento.

Portanto, denominaremos de rendimento ao índice percentual de medida da capacidade do processo produtivo de não desperdiçar  o material empregado.
                                 
                                         quantidade de material no produto final x 100
RENDIMENTO (%) =   -----------------------------------------------------------------
                                              quantidade total de material empregado
 

EXEMPLO 1 : Numa padaria emprega-se 25 kg de farinha de trigo ,100 g           de fermento e 250 g de reforçador para a obtenção de 550 pães que pesam 50 gramas cada.

                               500 x 0,05 x100                      25
RENDIMENTO =      ---------------------------------     =     ----------     = 98,62 %
                                          (25 + 0,1+0,25)                     25,35

EXEMPLO 2: Numa Fundição de aço emprega-se 700 kg de sucata e 300 kg de ferros ligas para produzir 500 kg de aço.

                                       500 x 100                    50.000
RENDIMENTO =      ----------------------    =      ---------------      = 50,00 %
                                      700 +  300                      1.000

COMO MEDIR O RENDIMENTO

Para se medir o rendimento de um processo será necessário levantar quanto se produz com uma determinada quantidade de material. Para isto basta que se mantenha um controle regular e correto das quantidades de materia prima utilizadas e da quantidade de produtos fabricados.
A unidade de medida empregada deverá ser a que mais facilite as conversões. Nos exemplos citados no item 4.2.1 ,utilizou-se a unidade de peso (kg) ,porém pode-se utilizar unidades de comprimento, volume ou simplesmente um numero de produtos.

COMO MELHORAR O RENDIMENTO

Melhorar o rendimento da matéria prima consiste em obter mais produto com uma determinada quantidade de material, ou dito de outra forma consumir menos material  para produzir uma determinada quantidade de produto.
O aumento do rendimento da matéria prima se dará portanto com a redução das perdas ao longo do processo produtivo.
As principais perdas que ocorrem são:
a)    Perdas durante o transporte ou manuseio : ocorre pela danificação ou dispersão dos materiais ao serem removidos de um ponto para outro. Exemplos disto são:
-          resíduos de materiais de construção civil que ficam sobre a corroceria dos caminhões que os transportaram
-          materiais cerâmicos que se quebram durante o transporte
-          metais que são riscados
-          embalagens que se rompem
b)   Perdas durante a estocagem : decorrentes de estocagem inadequada em função da forma de disposição ; das condições ambientais ou do tempo de permanência. Como exemplos podemos citar:
-          produtos esmagados por excesso de peso sobre eles
-          produtos frigoríficos que se deterioram porque as temperaturas estão inadequadas
-          produtos com data de validade vencida num supermercado
-          produtos contaminados em razão da proximidade com outros
c)    Perdas inerentes ao processo : são as perdas resultantes do processo empregado . Como exemplos de perdas inerentes ao processo podemos citar:
-          perdas de pontas de barras de aço num processo de usinagem mecânica de peças
-          perdas pela evaporação de gases num processo químico
-          perdas de retalhos de chapas num processo de estampagem mecânica
-          perdas de retalhos de tecidos num processo de confecção de roupas
-          perda de cal para a atmosfera num processo de embalagem (ensacamento)
d)   Perdas por refugo : são os produtos produzidos e perdidos  porque os padrões de qualidade obtidos não atendem  às condições mínimas exigidas pelas normas que regem o processo. São exemplos deste tipo de perda:
-          peças usinadas com dimensões fora dos limites de tolerância especificados
-          produtos minerais com granulometria fora dos limites especificados
-          aço com propriedades mecânicas diferente das especificadas por norma
-          soldas executadas fora dos padrões exigidos
-          roupas confeccionadas com erros que prejudicam o aspecto estético
e)    Perdas por extravio : decorrentes do sumiço de materiais durante a estocagem, o transporte ,processamento ou expedição . Exemplos comuns deste tipo de perda são :
-          o nível de estoque do sistema informatizado não corresponde ao estoque real
-          a quantidade carregada na origem do transporte não corresponde a quantidade descarregada no destino
-          o volume produzido somado ao estoque inicial não corresponde ao estoque final

Etapas para a melhoria do rendimento das matérias primas


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

COMO MONTAR O GRÁFICO ABC (DIAGRAMA DE PARETO) DOS CUSTOS

Pareto-criador dos principios

Após a definição dos grandes grupos de custo ,separados de acordo com a natureza de cada custo a tarefa seguinte será a classificação quanto a importância de cada grupo.
Para isto pode-se utilizar uma técnica estatística denominada “gráfico de pareto” ,que recebeu este nome em razão do nome do seu inventor.


Para se montar o gráfico ABC ou diagrama de Pareto segue-se os seguintes passos:


1)    RELACIONA-SE OS GRANDES GRUPOS DE CUSTOS E O SEU VALOR MÉDIO POR PERÍODO (levantamento de pelo menos 12 meses).
2)    CALCULA-SE A PARTICIPAÇÃO DE CADA GRUPO NO TOTAL EM PORCENTAGEM (%)
3)    CLASSIFICA-SE COMO GRUPO “A” AQUELES DE GRANDE PARTICIPAÇÃO
4)    CLASSIFICA-SE COMO GRUPO “B” OS DE MÉDIA PARTICIPAÇÃO
5)    CLASSIFICA-SE COMO GRUPO “C” OS DE PEQUENA PARTICIPAÇÃO
6)    DISPÕE-SE DE FORMA GRÁFICA

EXEMPLO  DE PLANILHA PARA EXECUÇÃO DO GRÁFICO ABC




CLASSIFICAÇÃO

GRUPO A – Mão de Obra Direta     -       40,5 %
                     Matéria Prima              -       22,5 %
GRUPO B -  Mão de Obra Indireta  -         8,1 %
                     Despesas Comerciais -         7,9 %
 GRUPO C-  Despesas Tributárias  -         6,8 %
                     Material de consumo   -         5,6 %
                     Despesas administrativas -    4,7 %
                     Despesas Financeiras      -    4,1 %


GRAFICAMENTE TEREMOS:
Exemplo de Gráfico ABC (Diagrama de Pareto) dos custos

ANÁLISE DOMODELO :

Portanto no modelo exemplificado os itens Mão de Obra Direta e Matéria Prima representam juntos mais de 60 % do custo e constituem o grupo “A”.; os itens Mão de Obra Indireta e Despesas Comerciais representam cerca de 20 % e constituem o grupo “B” e os demais itens representam os restantes 20 %. Assim sendo os grupos “A” e “B” constituem 80 % dos custos.

3.4) DEFININDO PRIORIDADES

Após a execução do gráfico ABC a tarefa de definir prioridades na redução dos custos torna-se muito simples. Assim sendo os grupos classificados como “A” deverão ser os primeiros a serem analisados visto que qualquer mudança impactará muito mais profundamente. O impacto dos resultados obtidos pelas medidas adotadas nos grupos B e C tendem a ser menores, porém nunca devem ser desprezadas.
No exemplo demonstrado no gráfico da fig. 6 os Gastos com Matéria Prima e Mâo de Obra Direta deverão ser os primeiros a serem analisados ,porém  cada empresa tem as suas peculiaridades e os itens A de uma empresa poderão ser o “C” em outra.
No quadro a seguir demonstramos uma distribuição mais ou menos comum em alguns segmentos empresariais:


SEGMENTO
ITENS “A”
ITENS “B”
ITENS “C”
Indústria de base
Matéria Prima
Energia
Mão de Obra
Materiais de consumo
Indústria de bens de consumo
Mão de obra

Materiais de
Consumo
Energia
Indústria de cigarros

Despesas tributárias
Despesas
Comerciais (Marketing)
Matéria Prima
Materiais de consumo
Energia
Prestação de serviços
Mão de obra
Despesas em geral
Materiais de consumo
Comércio
Despesas Comerciais
Mão de Obra



 O quadro é apenas ilustrativo visto que cada caso é uma caso ,mesmo dentro de um mesmo segmento. Portanto é importante que se estabeleça uma análise específica para cada empresa. O mais importante é que não se gaste um esforço demasiado na análise de itens insignificantes (C) ,esquecendo-se de olhar para os de impacto no custo (A).
Cabe ressaltar que a mesma técnica deve ser aplicada para sub-detalhar cada grupo . Assim numa empresa em que o grupo “A” é constituído da matéria prima é importante  descobrir quais os componentes da matéria prima são “A”,”B” ou “C” ou numa empresa em que o grupo “A” é constituído de Mão de Obra é importante descobrir quais os setores ou funções que tem maior impacto.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

VISUALIZANDO OS CUSTOS INVISÍVEIS

AS PRINCIPAIS FONTES DE INFORMAÇÃO

A facilidade na obtenção de informações para análise dos custos de uma organização dependerá basicamente do nível de informatização dos seus processos. Assim existem empresas que operam sistemas modernos com informações prontas e também empresas nas quais as decisões são tomadas baseadas em “feeling” do dono ou de quem comanda.
Em ambas as situações cabe a metodologia de racionalização e redução dos custos ,visto que a disponibilidade da informação ,nem sempre significa que ela está sendo utilizada de forma correta.
Para facilitar a exposição ,classificaremos as empresas conforme a qualidade das informações da seguinte forma:

EMPRESAS PLENAMENTE INFORMATIZADAS

Inclui-se aqui todas as empresas que possuem sistemas informatizados integrados .
Nestas empresas as informações fluem de forma rotineira ,porém nem  sempre com um bom nível de precisão. Estes sistemas geralmente possuem como informações de entrada para cálculo dos custos:
-PREÇOS DAS MERCADORIAS COMPRADAS :gerada a partir da digitação das  notas fiscais de entrada
-RECUPERAÇÃO DE IMPOSTOS: calculada a partir de dados parametrizados no sistema.
-CONSUMO DE MATÉRIA PRIMA : apropriado de forma automática a partir do apontamento de produção ou manualmente pela digitação das saídas do estoque.
-CONSUMO DE MATERIAL DE CONSUMO : apropriado de forma automática a partir do apontamento de produção ou manualmente pela digitação das saídas do estoque.
-TEMPO DE PRODUÇÃO :gerada a partir da digitação das informações das ordens de produção (apontamento da produção).
-VALOR DAS HORAS DE PRODUÇÃO: calculada a partir das informações cadastradas no módulo de recursos humanos.
-CONTROLE DOS ESTOQUES :gerada a partir das entradas de mercadoria (digitação das notas fiscais de entrada) e das entradas de produção que podem ser automáticas (a partir dos apontamentos de produção ou manuais).
-ROTEIROS DE PRODUÇÃO : tomados a partir dos processos padrões definidos para cada produto.
-PREÇOS DE VENDA : informação alimentada a partir da tabela de preços cadastrada no módulo de vendas.
-CUSTOS IMPRODUTIVOS : extraídos dos módulos de despesas e RH
-RATEIO DOS CUSTOS IMPRODUTIVOS: calculado a partir de uma tabela de rateio previamente cadastrada.



O processamento destas informações através do módulo de custo permite obter  como informação de saída o CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS.
Pode-se obter relatórios por Ordem de produção ou sintetizados por produto, família de produto ou gerais.

EMPRESAS PARCIALMENTE INFORMATIZADAS

Inclui-se aqui aquelas empresas que embora possuam um certo nível de informatização ,opera com módulos isolados ,ou as vezes com dispositivos improvisados (tipo planilhas ) ,sem amarração entre as informações dos vários módulos. Por exemplo as informações da folha de pagamento não são associadas ao Módulo de Compras ou o Módulo de Compras não está interligado ao módulo financeiro ,operando-se as informações de forma unilateral por cada departamento.
Nestes casos embora as informações existam ,o nível de precisão dependerá muito do nível do pessoal que opera e a reunião destas informações quase sempre se constitui numa árdua tarefa.

EMPRESAS SEM NENHUMA INFORMATIZAÇÃO

Inclui-se aqui as empresas administradas a moda antiga com base no “feeling” do dono ou administrador. Embora possam possuir algum tipo de controle estes geralmente  prendem-se a questões básicas sem um aprofundamento no que tange ao resultado do empreendimento.
O dia a dia destas empresas é movido basicamente pelo resultado momentâneo ,sem uma visão de passado e sem um planejamento futuro.
Muitas vezes estas empresas obtém bons resultados porém isto prende-se a desempenhos pessoais de determinadas pessoas sem uma distribuição de responsabilidades.
O que ocorre normalmente é que qualquer ausência breve destas pessoas impactam diretamente nos resultados.

COMO VISUALIZAR OS CUSTOS INVISÍVEIS

Seja qual for o nível de informatização das organizações, o nível de análise dos custos quase sempre é deficiente.
No caso das organizações plenamente informatizadas ,pequenos erros no cadastro das informações podem conduzir à análises totalmente distorcidas.Por outro lado diferenças entre dados padrões e reais em casos em que se toma dados padrões também conduzem à diferenças significativas.
Em vista disto consideramos que a primeira medida para iniciar o processo é a obtenção de informações confiáveis ,de preferencia partindo-se de duas fontes de forma que uma sirva para aferir a outra.
A discrepância das informações pode conduzir ao surgimento de “custos invisíveis”,  ou seja custos que não aparecem em nenhum relatório mas que de fato existem. Listamos a seguir alguns dos custos invisíveis:

a)    Operações não cadastradas no roteiro padrão que são realizadas para correção de imperfeições do processo;
b)    Mão de Obra deslocada de um centro de custo para outro em razão de sobrecarga ou ociosidade;
c)    Operações de transporte não convencionais que ocorrem por interferências no processo;
d)    Consumo de materiais em centro de custo diferente daquele para o qual foi requisitado;
e)    Discrepância nos critérios de rateio de determinados custos.

Assim sendo consideramos que análise detalhada dos custos ,produto a produto ou família a família ,pode conduzir a conclusões equivocadas pela não inclusão dos chamados custos invisíveis. Em vista disso consideramos que independentemente do nível de informatização da empresa, a análise seja feita a partir das contas a pagar , visto que tudo que se paga é custo.

RELATAMOS A SEGUIR UM ROTEIRO BÁSICO PARA LEVANTAMENTO DOS CUSTOS A PARTIR DAS CONTAS A PAGAR

1-FAÇA UM LEVANTAMENTO DE TODAS AS CONTAS PAGAS AO LONGO DE UM PERÍODO – (DE 3 A 6 MESES)

2-ESTABELEÇA UM CRITÉRIO PARA AGRUPAMENTO DE FORMA A INCLUIR TODAS AS CONTAS PAGAS, MESMO QUE ESTAS NÃO TENHAM NADA A VER COM O PROCESSO EMPREARIAL (por exemplo despesas pessoais dos sócios ou de suas famílias pagas como sendo da empresa).

3-INCLUA CADA UMA DAS CONTAS EM UM DOS GRANDES GRUPOS. OS GRUPOS A SEGUIR LISTADOS CONSTITUEM UMA MERA SUGESTÃO QUE PODERÁ SER APRIMORADA DE ACORDO COM A CONVENIENCIA DE CADA EMPRESA.

-          MATÉRIAS PRIMAS
-          MATERIAIS DE CONSUMO
-          MÀO DE OBRA PRODUTIVA DIRETA
-          MÀO DE OBRA PRODUTIVA INDIRETA
-          MÀO DE OBRA ADMINISTRATIVA
-          DESPESAS DE PRODUÇÃO
-          DESPESAS DE ADMINISTRAÇÃO
-          DESPESAS DE VENDAS
-          DESPESAS TRIBUTÁRIAS

4 –TENTE AFERIR OS NÚMEROS LEVANTADOS A PARTIR DAS CONTAS A PAGAR COM OS NÚMEROS DO SEU SISTEMA DE CUSTO (CASO EXISTA)

5-A DIFERENÇA ENTRE AS CONTAS A PAGAR E OS CUSTOS DO SEU SISTEMA É O QUE CHAMAMOS DE CUSTOS INVISÍVEIS

terça-feira, 23 de julho de 2013

CALCULANDO O PONTO DE EQUILÍBRIO


    CURVA TÍPICA DE RESULTADOS


Toda e qualquer organização que vise obter lucro tem a sua rentabilidade regida pela curva de resultados mostrada a seguir:
A curva típica de resultados permite determinar qual o volume de produção necessário para que a empresa possa passar da condição de perda para ganho ou seja o nível de produção que equilibra as contas .
Conforme demonstrado no gráfico acima , os gastos fixos não variam em função da produção .Assim sendo eles permanecem como uma reta paralela ao eixo das abscissas . Já os gastos variáveis sobem proporcionalmente ao crescimento das vendas. Desta forma os gastos totais (variáveis + fixos) subirão proporcionalmente ao volume de produção .
Supondo-se que toda a produção seja vendida ,ou seja que não haja variação nos estoques de produtos manufaturados o ponto de equilíbrio será atingido quando o Faturamento (vendas em moeda) ,se igualar a soma dos gastos fixos com os variáveis.
Considerando-se que o faturamento se constituirá da multiplicação da produção pelo preço de venda pode-se afirmar que o ponto de equilíbrio será atingido quando :

                                           F = GF + GV
         
                               Onde:   F= Faturamento
                                         GF= Gastos fixos
                                         GV= Gastos variáveis
 Partindo-se da dedução do item anterior temos que  o ponto de equilíbrio será atingido quando o Faturamento (valor monetário das vendas) se igualar ao Custo Total (Fixo + Variável) ou seja :
                      
                                F =  CF + CV

                      Onde : F = Faturamento
                               CF = Custo fixo total
                               CV = Custo variável total

Por outro lado podemos afirmar que :

a) O Faturamento é o resultado da multiplicação da produção (vendida) pelo preço unitário de venda, ou seja :

                             F= P x pr
                       
                   Onde : F= Faturamento
                               P = volume de produção (vendida)
                               pr =preço unitário de venda

b) O Custo variável total é o resultado da multiplicação da produção (vendida) pelo custo unitário variável de produção ,ou seja :

                            CV = P x cv
                      Onde :CV= custo variável total
                                 P  = volume de produção vendida
                                cv  = custo unitário variável

Então temos que o Ponto de Equilíbrio será atingido quando :

                            P x pr = CF + ( P x cv)

                            P x pr – Px cv = CF
                           
                            P ( pr – cv) = CF
                            
P= CF/ (pr-cv) 

Onde:     P     =  Produção em que se atinge o ponto de equilíbrio

               CF    =  Custo  Fixo Total
              pr     =  preço de venda
              cv     =   custo variável

Portanto a produção necessária para que se atinja o ponto de equilíbrio será a divisão do custo fixo total pelo preço unitário de venda menos o custo unitário variável ,ou seja a divisão do custo fixo total pelo lucro unitário .


sexta-feira, 12 de julho de 2013

SEPARANDO OS CUSTOS

Os recursos despendidos ao longo de um processo podem ser classificados de diferentes formas dependendo do enfoque que se pretenda dar.
Embora não seja fundamental para o objetivo a que nos propomos ,  a separação e classificação dos custos torna-se importante ,mesmo porque grande parte do que se propõe prende-se exatamente a mudanças que acabam por transladar determinados itens de custo de um grupo para outro.


 Distinguindo custos fixos de custos variáveis

A primeira distinção importante , prende-se a separar o que é custo fixo de custo variável.
Embora esta distinção possa dar-se de formas diversas em diferentes empresas , genericamente pode-se focar a questão da seguinte forma:

CUSTOS FIXOS : São os gastos que  independem do volume de produção ,ou seja mantém-se estáveis mesmo que o nível de atividade venha a variar.
Por exemplo : Numa fábrica de galões plásticos para água mineral o aluguel do galpão e os salários do vigia constituem  custos fixos

CUSTOS VARIÁVEIS : São os gastos que flutuam em função do volume de atividades ,ou seja ,cujos valores estão ligados a quantidade de produção realizada.
No exemplo anteriormente citado os gastos com matéria prima  e energia elétrica constituem custos variáveis.

A distinção dos custos em fixos ou variáveis, é importante em se tratando de estratégia empresarial  ,visto que o ponto de equilíbrio do empreendimento dependerá de como se distribuirão os custos segundo este critério , assunto que será abordado posteriormente.

Distinguindo custos diretos de custos indiretos

Outra distinção comum nos meios empresariais é classificar os custos em diretos ou indiretos. Também aqui ocorrem abordagens diferentes dependendo do segmento que se analisa, no entanto podemos  assim defini- los :

CUSTOS DIRETOS  : São os custos resultantes da atividade fim, ou seja os recursos despendidos para exercer a finalidade básica . No exemplo da fábrica de galões plásticos constituem custos diretos o salário do operador da máquina injetora, as matérias primas ,etc .

CUSTOS INDIRETOS: São os custos das atividades que dão suporte  à  atividade fim ou  seja os recursos  despendidos com as atividades meio .No mesmo exemplo são custos indiretos aqueles relacionados aos transportes e estocagem dos materiais  ,a conservação dos equipamentos, os salários do pessoal administrativo ,etc.


A separação dos custos por natureza

Pode-se definir como natureza de um custo o tipo de conta que se paga com o mesmo. As Naturezas de custo mais comumente utilizadas são:

MATÉRIA PRIMA : insere-se aqui os gastos com os materiais que serão efetivamente convertidos em produtos. Como exemplo disto podemos citar o minério de ferro numa siderúrgica , a areia numa fábrica de vidro ou a madeira numa fábrica de celulose.

MÃO DE OBRA:considera-se os gastos relacionados com o pessoal empregado, incluindo-se aqui os salários ou ordenados ,os encargos sociais obrigatórios por lei, os benefícios oferecidos, além de outros itens eventuais relacionados ao transporte hospedagem e alimentação do pessoal.

MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS :são os gastos com peças e acessórios das máquinas e equipamentos utilizados no processo de produção, trocados por desgastes ou avarias decorrentes das operações .

FERRAMENTAL: é o dinheiro gasto na confecção das ferramentas necessárias para se produzir. Por exemplo os moldes numa empresa injetora de plástico ,os cilindros numa laminação ou as fieiras numa trefilaria.

ENERGIA : são os recursos despendidos com a força motriz que impulsiona as máquinas como eletricidade ou combustíveis.


 
A CONSTITUIÇÃO DOS CUSTOS E A FORMAÇÃO DO PREÇO DOS PRODUTOS


quinta-feira, 4 de julho de 2013

DISTINGUINDO PREÇOS, GASTOS , CUSTOS e DESPESAS

Analisando-se sob o contexto lingüístico as palavras PREÇO ,GASTO E CUSTO podem ter significado idênticos  , no entanto para facilitar o entendimento , adotaremos as seguintes definições:

PREÇO : É  o valor comercial monetário unitário de um determinado bem . Este valor dependerá fundamentalmente da oferta e da procura ou seja ,se for abundante seu preço tenderá a ser baixo e se for raro seu preço provavelmente será alto .Dependerá ainda do interesse que os consumidores terão por ele. Assim num processo de grande interesse (alta procura) ,o preço tenderá a ser alto e quando o interesse for pequeno (baixa procura) o preço tenderá a ser baixo.Como exemplo disto poderíamos citar o maior preço dos bronzeadores no verão do que no inverno; ou da oscilação do preço dos produtos agrícolas de acordo com as épocas de safra e entressafras..

GASTO : É o valor monetário total despendido num processo de compra ou transformação. Dependerá da quantidade de bens comprados ou utilizados e do preço do bem .Ou seja:

                                  GASTO = QUANTIDADE X PREÇO

CUSTO : É o volume monetário de recursos utilizados para obtenção de um determinado bem. Dependerá dos gastos com materiais e serviços aplicados no processo de obtenção deste bem. Poderá ser expresso em valores absolutos (CUSTO TOTAL) ou específicos (CUSTO UNITÁRIO).

LUCRO : É o resultado financeiro obtido com o empreendimento ,ou seja a diferença entre o preço e o custo.


Separando custos de despesas

Denomina-se custos aos recursos despendidos com o processo produtivo e  despesas aos relacionados as atividades administrativas, comerciais, financeiras,  tributárias e técnicas.

DESPESAS ADMINISTRATIVAS : inclui-se aqui os gastos direcionados a administração do empreendimento , ou seja : os gastos com o departamento de recursos humanos (recrutamento e seleção , treinamento , controle do pessoal ,segurança e medicina do trabalho etc.) ; departamento de suprimentos (compras,  almoxarifado, logística) ; departamento de Informática , etc.

DESPESAS COMERCIAIS : são os gastos relacionados a atividade de vender os produtos. Inclui-se aqui as despesas com propaganda e marketing ,as comissões pagas a vendedores ou representantes ,despesas de viagens comerciais etc.

DESPESAS FINANCEIRAS: além da mão de obra do departamento financeiro, inclui-se aqui os juros e despesas bancárias .

DESPESAS TRIBUTÁRIAS : é o dinheiro gasto com o pagamento dos impostos sejam eles municipais, estaduais ou federais.


DESPESAS TÉCNICAS : relacionadas a mão de obra, materiais ou equipamentos empregados nos processos de projeto, pesquisa e desenvolvimento